Todo o terreno pelos Montes Saloios!

Dia 12 Fevereiro! Depois de uma noite de dilúvio, onde parecia que tudo ia acordar submerso na manhã seguinte e se o sol se dignasse a ter coragem de aparecer. Acordo e penso o que terá os Montes saloios para me mostrar nesta aventura que promete ser bem molhada.

Ainda meio ensonada por acordar mais cedo ao domingo para ir correr do que para trabalhar durante a semana. Que raio de maluquice acordar cedo num domingo frio e chuvoso para ir lavar as sapatilhas na água da chuva. Pelo caminho vejo o rio de Loures a transbordar as estradas secundárias até à localidade de Covas de ferro, local do VI Trail Montes Saloios.

Trail versão TT

Confesso que este trail foi o primeiro onde encarnei num veículo todo-o-terreno que parecia estar a participar numa prova maluca pelos montes à chuva para testar uns pneus quaisquer. Tiro de partida e prego a fundo porque precisava de aquecer o motor para as surpresas que viriam pelo caminho. Adquirir calor para a engrenagem que ficava fria do tempo chuvoso e cinzento. Felizmente que a chuva decidiu parar.

Foi um percurso que teve direito a tudo. Subidas desafiantes para testar a tracção às 4 rodas e descidas bem íngremes onde os travões só serviam para atrapalhar. Mais valia deixar levar me pela força do lençol de lama que me movia descida a baixo. Curvas bem acentuadas e perigosas onde finalmente aprendi a fazer uns drifts depois de ter encostado a minha embaladeira esquerda nuns arbustos e ter raspado o retrovisor esquerdo nas silvas.

Passagem pelo rio, onde tive algum receio devido à carroçaria rebaixada. Fecho os olhos e lá vou eu lançada na água fria do rio. Ao menos serve para limpar os 5kg de lama que trago agarrada ao chassi e no rasto largo dos pneus. Sinto bem a força que tive de fazer para segurar a direcção, para a resistência do caudal do rio não me levar água a baixo.

No entanto, sinto que tenho de pedir ajuda a um matemático ou físico. Para me ajudar a calcular a melhor velocidade e força para me aguentar direita naquelas descidas cheias de lama. Confesso que fiquei pensativa e entusiasmada ao mesmo tempo. Próxima vez seria melhor ir à Decatlon procurar umas correntes de lama para os pneus. Perceber se isso me levaria a não ficar atolada. Por mais que tivesse direcção assistida e eixos reforçados, percebi que existe caminhos bem aventureiros onde se parássemos podia ser um embate jeitoso contra uma árvore.

Realidade!

O que vale é que a adrenalina é algo que não nos deixa pensar muito nas aventuras que vão aparecendo à nossa frente. Porque hoje penso! Como é que eu consegui fazer cerca de 27km e 700m em 5horas? Acabei a prova super bem disposta, com alguma mazelas na pintura, amortecedores a precisar de descanso e ajustes. E acima de tudo uma boa lavagem a fundo para tirar os picos das silvas e a lama entranhada por todo o lado.

Depois do pórtico da meta e de ter abastecido um caldo verde. Importante para hidratar e aquecer o interior do motor, perguntei as horas! Possa, estou atrasada para ir buscar a miss LJ. Lá começa outra aventura…chegar a horas aos compromissos familiares! Ainda bem que tenho um veículo TT para conseguir estar em todo o lado! Grata pela simpatia e companhia dos meus colegas de equipa da Dolce Furadouro.

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